sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pulou a Janela

Quem quis uma brincadeira mais séria foi o mesmo pulou a janela

Pra encontrar Aquela,
Não é o mesmo que ficou sem entender nada,
Por tantas promessas juradas,
Por tantas palavras de amor.

Hoje é só dor!

Era um colecionador de sonhos,
De juras como vapor.

Na trouxa não a roupa,
Mas pulando a janela tentou levar pra outra
A estrela no nosso céu absurdo
A rima do meu poema,
O refrão da canção,
A nossa estranha coincidência,
A conexão.
A nossa doce essência,
Mas não conseguiu, não.
Nossos olhares,
Nossas risadas por horas milhares,
Tentou levar pra ela
E descobriu que nunca será dela
O que a nós nos pertenceu.
Descobriu que era TUDO que sempre sonhou,
Mas sabe que agora acabou
Porque a janela pulou.
Ainda no vaso a flor,
Do fugitivo conquistador.
Hoje sabe bem quem realmente amou!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pelos pensamentos seus

Aquela que sempre se encontrou entre as palavras;
Hoje se perde entre elas.
A que sempre gostou de escrever;
Hoje se vê com medo do papel branco.
Do próximo alanco.
Do próximo franco.
Os Lápis orientados,
que mesmo parados,
ainda são deles os aliados.
Mas que seja feita a vossa vontade
De alguns a piedade
Da maldade a bondade
Dos bons a verdade
Pela necessidade da continuidade.
E pelas mãos a tradução sem vaidade.
Mensagem  revel,
ou do céu.
Pensamentos de outrem.
E os dela ao léu.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Vantagem que Maria Levou

A vantagem que Maria levou
É que por alguém nesta vida Maria amou.
Fez dos seus sonhos os dela,
Sonhado por tabela,
Mas nem por isso se prendeu numa cela.
Adeus ingrato até escutou,
Mas nem por isso a cabeça de Maria se abaixou.
Acorda cedo e dorme tarde
Do seu corre diário Maria não se acovarde,
Sempre na maior disposição,
Maria luta pra cumprir todo dia sua função.
Com a força que pede em sua oração,
Maria busca pela sua redenção.
A vantagem que Maria levou,
É que correu pelo certo,
E por todos se doou.
Uma vida inteira de humildade,
Foi dessa forma que Maria encontrou sua felicidade.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Gota de chuva nos meus óculos

Uma gota de chuva caiu e embaçou meus óculos e através dela pude ver também embaçada a silhueta de uma mulher antes, por mim, nunca vista ou reparada.
Imediatamente retirei meus óculos para limpa-lo, mas mais que isso para vê-la melhor, e aos poucos lamentei por isso. Com a mesma rapidez que aquela gota de chuva caiu nos meus óculos, era como ela, com cada movimento, cada sorriso, caia. Ou melhor, pousava leve sobre mim. Leve como uma folha seca derrubada pelo vento do outono, mas que renascia em mim verde como quando na primavera.
Entre tanta gente disputando o mesmo espaço. Tanta correria. Gente passando em minha frente. Com tanto barulho, eu podia acompanhar no olhar onde quer que ela fosse e de onde estivesse escutar a sua voz. E reparar nela, só fazia por aumentar ainda mais o meu desejo que crescia desenfreadamente e tão desesperador que chegava a ser incômodo. Porque eu a queria. Queria ali, naquele momento, naquela hora, a qualquer custo, sem se importar em como. Se por ela sim, ou não. Apenas possuí-la, como uma vontade e um ato primitivo.
Queria interromper as suas conversas, ter a sua atenção, rouba-la de quem quer que fosse.
A vontade era de pega-la por seu braço, puxa-la até se fosse contra a sua vontade, agarra-la mesmo que ela me empurrasse contra seu corpo, ou até que tentasse se debater para escapar de mim, era a minha vontade. Vontade de segura-la forte até que ela não pudesse mais e, aí então, reparar em mim.
Mas eu tinha que me segurar. Segurar todas essas vontades, extintos, desejos e tudo mais que ela foi capaz de despertar em mim.
Fechei meus olhos, na tentativa de me acalmar respirava fundo, mas por Deus, era como se eu respirasse o perfume dela. E por mais uma vez não pude me acalmar.
Então, se eu não poderia tê-la, ainda de olhos fechados me permiti imaginar.
Depois de segura-la forte até que ela não pudesse mais, aí então, reparou em mim. E novamente meus óculos ficaram embaçados, mas desta vez por culpa do seu hálito quente, da sua respiração ofegante, que até esquentava o meu rosto que estava bem próximo ao dela. Estava tão frio e nos meus braços ela tremia. Mas ela havia mesmo reparado em mim. Me olhou fixamente, e ainda a segurava com força, com desejo, com vontade e ela podia sentir isso. Sentir que eu a queria fez ela querer a mim também, então sua respiração ofegante já não era mais por cansaço, mas respirava forte de desejo. Parecia me querer como eu a queria. Pra me certificar disso, até a soltei dos meus braços e desta vez quem me agarrou foi ela. Com uma mão me pegou forte pela blusa e com a outra apertou a minha nuca e me puxava em sua direção como me chamando para um 
beijo. Minha boca procurava a dela, mas a dela da minha fugia. Não me recusando, mas sim provocando. Virou o rosto, puxou seus cabelos para um lado, e me exibiu a nuca. Irrecusável, beijei. Minha boca entre algumas leves mordidas, passeavam junto a minha língua pelo pescoço dela. Arrepiado, ela ainda tremia, mas antes apenas pelo frio, e agora, de tesão. Suas mãos, passeavam pelo meu corpo me cravando os dedos. Me puxando pra junto dela, agora suas mãos pelo meu corpo não apenas passeavam, mas também procuravam por algo e parecia ter achado, quando começou a abrir o meu cinto. Minhas mãos audaciosas também descobria o corpo dela e mesmo de olhos fechados, sentindo, eu era capaz de visualiza-los. Mas nada era tão perfeito como a pele lisa e o corpo gostoso daquela mulher que estava entre meus dedos. Ela sussurrava em meus ouvidos " Não me desejava ?" dava uma pausa, me lambia e continuava " Agora sou sua! " me lambia e completava " toda sua". E eu que imaginava que já a queria muito, mas quando a voz dela ressoava, eu inteiro me arrepiava e me surpreendia com a capacidade de me excitar, como nunca, com aquela mulher. E nem da boca dela eu ainda havia provado. Mas me dei conta que tudo aquilo era fruto da minha imaginação, então abri os meus olhos e vi o quanto eu realmente estava excitado e exposto, por mais gente que já havia ido embora daquele lugar, ainda sim poderiam me reparar e reparar o quanto meu corpo deixava em evidencia com todo o tesão que sentia naquele momento. E ela ainda estava lá e agora eu a queria ainda mais.
Respirei fundo, me acalmei, criei coragem e fui ao seu encontro. No meio do caminho ainda meio tonto eu vi que ela sorria para a menina a sua frente que como se ninguém visse,ou querendo mesmo deixar aparente, e outra menina com quem conversava fazia questão de toca-la. Toca-la nas mão, nos braços, tocar em seus ombros e eu pude entender a linguagem corporal daquilo.
A princípio desanimei, perdi as esperanças, mas não desisti de me aproximar. Ainda mais quando surgiu a oportunidade vendo um amigo em comum se aproximar. Era risadas, conversas, bebidas, cada vez mais risadas do que conversas, mais gente se aproximando, mais bebida, um tal de um encostar no outro pra falar alguma coisa, mais bebidas e as horas se passavam como se fossem minutos e a cada minuto passado era a certeza de uma mulher atraente, inteligente daquelas que fazem tremer as pernas de um homem, mas não as minhas.
No meio daquela bagunça de conversas, um falando mais que o outro, rindo alto eu vi ela se acalmar, como se estivesse dando conta de que queria outra coisa. Sumiu com o sorriso do seu rosto e olhou para a tal outra menina com um olhar profundo, um olhar sedutor, dizendo desta forma algo que só a outra poderia ser capaz de entender, mas eu, ali, também pude entender o que ela queria.Uma saiu e logo em seguida a outra foi atrás e sem perceberem a ausência das duas, pensei que pudesse ir atrás delas sem que percebessem a minha também.
Fui guiado pelo som das risadas delas pelo meio do mato, uma espécie de trilha. E pude avista-las num deck de madeira em pé no meio de um lago no exato momento que uma se aproximava da outra. Mexiam em seus cabelos e aproximavam suas bocas.
Era madrugada, mas com noite de lua cheia que refletia no lago e iluminava toda aquela cena. Mais pra um espetáculo, que estava apenas começando. E era eu o espectador. Muitos não ficariam satisfeitos com isso, gostariam na verdade de ser o ator principal da história mas eu provara ali, até para mim mesmo, que às vezes apenas olhar pode ser tão prazeroso quanto ou até mais do que participar. E tinha ainda mais esta certeza, a medida que elas iam se beijando e o ritmo aumentando. Uma pegou forte na cintura da outra e a puxou contra o seu corpo, e neste momento eu já começava a suar. Enquanto a que foi puxada tinha as mãos no pescoço da outra, a que puxou continuava a beijar e passava suas duas mãos pela parte de trás das coxas subindo para a bunda depois pelas costas e ia subindo com suas mãos pelo corpo dela e com isso fazendo com que a blusa dela subisse também, até a tirar. Uma foi despindo a outra por inteiro tirando seus sutiãs e suas calcinhas numa renda preta excitante e se afastaram para se olharem e se admirarem da cabeças aos pés. E eu ali, louco, olhando, admirando e desejando as duas.
Pegavam-se pelos cabelos e diziam em seus ouvidos o que infelizmente eu não podia ouvir, apenas deduzir. Ficaram encaixadas com uma dando as costas para a outra, nuas apenas vestida com suas tatuagens e pelos arrepiados. Beijava-se a nuca e deitaram-se no chão. Uma ficou de lado, meio por cima encarando a outra que estava embaixo dela. Observava os reflexos em sua feição enquanto passeava com os dedos por todo seu corpo, depois com sua boca. Lambia seus seios, o seu corpo inteiro e entre as pernas de um jeito que eu quase pude sentir o gosto do corpo dela também. Seus dedos continuavam a provocar, e ela continuava a fazer tudo isso e a olhar. Olhava para ver a sua cara de prazer e com isso sentir também, porque era isso que ela a dava. A elas e a mim, prazer.
E eu que pensei saber o que era prazer, ver aquelas duas mulheres lindas hora românticas hora pervertidas, era por Deus a melhor coisa que já vira. Melhor que isso, apenas se estivesse eu em meio as duas.
Gemidos já deixam qualquer homem maluco, e ouvir de duas sem poder te-las era mais que suplício.
Era consumado, chegara ao auge do desejo e satisfizeram-se. E a mim, mesmo de longe, apenas observando isso também foi possível. Mesmo que pelas minhas próprias mãos, mas instigado de forma extasiadora.
Tentei me recompor, mas com as pernas ainda um pouco 
bambas voltei ao encontro do resto do pessoal. E logo em seguida elas também apareceram, lógico que achando que eu estivera ali, com todos, também o tempo todo.. E como eu havia previsto, constatei que realmente não se atentaram à nossa ausência.
Eu mal conseguia prestar atenção no que falavam. A não ser no que estava ali fresco em meus pensamentos.
Conversa vai, conversa vem e chegara a hora de ir embora. Todos se despedindo, mas eu louco para dar logo nem que um beijo no rosto dela. Quando finalmente veio ao meu encontro, no mesmo instante que fui de encontro ao rosto dela para me despedir, ela afastou o dela do meu, me olhou fixamente e sem eu entender ela aproximou a boca dela ao pé do meu ouvido e apenas perguntou "Gostou do que viu?"e antes que eu pudesse responder completou "sei que estava lá e sei que gostou!" quando fui concordar, ela terminou "melhor teria sido você curtindo com a gente, do que curtindo sozinho" Deu uma mordida de leve em minha orelha e se foi.
Fiquei parado, sem reação. Embora mil coisas estivessem passando pela minha cabeça meu corpo não reagia. Queria puxa-la pelo braço e toma-la como antes imaginei. Mas não era o momento. Era hora de ir. Mas ficarei ansioso pela espera de outra gota de chuva nos meus óculos cair.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Não são versos somente

Tenho na grafite de um lápis,
No bico de uma pena,
Na ponta dos meus dedos
Sussurradas pela minha boca
Tenho entre todos os meios
Palavras ardentes 
Que não são versos somente
É como plantada dentro de mim a semente
A vontade de proferir de forma incandescente 
O desejo repente.

Tenho a alma inflamada
Uma avidez que não se permite ficar calada
Sobre tudo a porta de entrada
Para uma vasta enleada.

Tenho olhos argos
Rodeados de mistérios 
Alguns que desvendo entre meus versos
Prelúdios

Tenho meu corpo quente
E de outro junto ao meu, tão dependente
Por isso às vezes tão impaciente
Que procura veemente
Por outros corpos imprudentes

Tenho a alma impetuosa
Por vezes tão dengosa
Às vezes preguiçosa
Mas curiosa se atiça
E se torna perigosa.
Basta só meia prosa.
Tenho como pecado a cobiça
Minha cativante primícia
Minha eterna malícia.






terça-feira, 14 de junho de 2011

Metade dos inteiros quentes pelo frio da noite


Vinho faz a gente falar tudo e eu que já tomei uma garrafa inteira neste frio, confesso a falta que me faz um alguém para me esquentar.
- Qualquer um?
Sim! Ou melhor, qualquer um que me coloque no colo ou que me encoste no peito.
Que solte o meu cabelo e passe seu dedos entre os fios por todo o cumprimento.
O que eu mais queria agora era alguém olhando pra mim e me admirando. Alguém que sorrisse pra mim e achasse tudo uma singularidade atraente. 
- Seria um voluntário, fácil! 
Mas ela continuou sem mal ler o que ele escrevia.
Que risse das minhas besteiras tentando acompanhar as mais de 3 mil palavras que eu falo por minuto. Alguém pra deitar de lado ao meu lado e me apertar contra o seu corpo e procurar com os seus pés os meus.
Mas ainda eu tenho frio!
Mas ainda eu sinto frio!
Mas ainda estou aqui, sozinha! E querendo tudo isso. Mas e você o que faz agora? 
Perguntou demonstrando interesse, finalmente, em algo que não dizia respeito somente a ela.
- Desenhando. Mas traços não estão mais saindo como normalmente.
Os seus?
- Sim, mas alguns já não saem como o esperado, pois tenho imaginação também.
Agora como saem? 
- Agora saem traços pela metade.
METADE?
- Metade no papel e metade na cabeça.
Ainda melhor que metade no coração!
- Não é melhor o desejo por inteiro?
Desejo que é desejo só é inteiro! Desejo pela metade é apenas querer.
- Quero metade do seu vinho então!
Talvez o gosto ainda esteja pela metade, na minha boca.
- Fico com metade do vinho da sua boca e sinto o gosto por inteiro.
Assim tão longe, não sente o gosto nem pela metade.
- Pode ser de perto pra começar pela metade do gosto.
Posso ir te encontrar na metade do caminho.
- E  te encontrar por inteira?
Me explique, nem que pela metade, como seria isso!
- Pode ser num dia frio por inteiro, na metada da noite.
Me quer de verdade? Ou pela metade?
- Prefiro por inteira.
Desde quando? Isso foi o tempo inteiro, ou da metade pra cá?
- Dá metade pra cá, suas palavras são interiramentes certeiras. E seu frio eu freio!
E eu te esquento por inteiro!
-  Com o gosto ou o calor do vinho?
Com tudo ao mesmo tempo, sem nenhum contratempo será este o nosso passa- tempo.
- Com poesia, verso, prosa? Metade meus dedos, metade rosa desfilando em seus pés, encontrando o pescoço sem tempo, sem pressa, sem esforço.
Então sem esforço desejo agora o seu corpo no meu  corpo sem fazer estorço. Sem temeridade me invade e descubra além da minha metade.
- Por inteiro? ... Seu corpo em chama, calor do vinho minha boca derrama, descobrindo o caminho sobre seu corpo antes frio, só em casa, fez seus olhos em brasa.
E você ainda aí sozinho? enfiado num quartinho? Abrindo mão do meu calor em desalinho. Só te peço carinho! Vem pra mim!  Vem, e chegue bem de mansinho, me peça o que quiser com jeitinho, baixinho no meu ouvidinho. A hora está passando e o vinho da minha boca se evaporando. E vc, estou cada vez mais desejando.
- Tô levando a sério isso.
Não sabia que era brincadeira até agora.Era?
- Nem as palavras estão brincando.
Estão apenas nos provocando.
- Provocando? Já fiquei furioso!!!
Então não seja teimoso. Conheça a outra metade por inteiro, não é curioso?
- Inteiramente curioso, ainda mais pela metade. Mas suas palavras queimam e causa um certo incendio em mim.
Ainda que nem sentiu o meu calor, que mesmo no frio tem seu fervor.
- Suas ardentes palavras me excitam pensamentos inflamáveis. Esse gelo se derrete, a solidão acaba e agente se diverte!
Então o porquê você ainda está inerte? Rimas a parte, seu desejo mesmo arde?
- Arde e arderá por muitas tardes! Desejo sem freio, braço firme em seu corpo, beijos em sua boca.
Desejo sem freio que te deixou aí estacionado?
- E o que sujere para que eu dê a partida?
Perguntei se te encontrava pela metade do caminho! Mas a hora com eu disse passou e vinho da minha boca  pelos meus poros se evaporou. A sua boca a minha não beijou.Meu corpo o seu não amou. Ficou uma história pela metade de desejos aparentemente por inteiro.
- Desejos acabam como vinho? Ou podem ser acesos como uma vela?
O vinho acaba no último gole, mas o efeito perpetua por algum tempo. Sem contar que vicia e é prazeroso como  qualquer desejo realizado. Mas que infelizmente não é o nosso caso.
- E como seria "nosso" realizado?
Repito, por mim já estaria no meio do caminho.
- Apenas sei o caminho das minhas mãos, mas não dos meus pés!
Das suas mãos quem me guia é você. Dos seu pés eu posso te guiar ensinando o caminho.
- Eu quero o caminho por inteiro.
Tenho vontade de te ver, te ver inteiro. Venha logo! Preciso dar forma para os meus pensamentos. Para o que agora mais do que imagino.
- Pelas palavras ou pela noite fria?
Já o tenho pelas palavras.
- Você me contorce com essas palavras. Ainda sabendo que é linda, sozinha e com vinho. Você acaba comigo!
AINDA, continuo te querendo.
- E porque isso, qual a explicação?
Tem mesmo que ter?
- Você me detona nas questões.
Explicação é uma justificativa, uma razão, um motivo. Desejo não tem nada a ver com isso, é justamente a não razão, é justamente a falta de qualquer motivo, é porque é. Você quer?
- Quero muito!
Querer muito, então, seja talvez uma resposta para a pergunta que me fez. Ou melhor, seja a tal explicação! Queremos muito e PONTO.
- Será que isto é verdade. Que sorte a minha!
Sorte? considere quando conhecer a outra metade, e se achar que isso ainda sim é sorte! Se é verdade? Isso é!!! Mas está ainda pela metade. O resto, veremos quando estivemos frente a frente, por inteiro.
- Você  faz com que eu respire mais fundo.
Saber que sou capaz disso, faz com que eu respire exatamente da mesma forma que você! 
- Posso sentir meu olhar encontrando o seu. Alguns disparos foram certeiros essa noite!
Sinceramente não teria terminado isso só nas palavras. A tal noite fria pela qual o desejei ao meu lado logo menos dará espaço para o dia provavelmente frio também!
Se ainda me quiser pelo dia frio. Mesmo  que não por esta noite, nem que pelo dia que logo menos vem. Mas por algum dia frio ou quente pois já me cansei de apenas imaginar. Agora quero é ter mesmo
- Os dois corpos se contorcendo?
Se ambos tiverem o mesmo ritmo que tem nas palavras.
Ninguém para no primeiro gole de vinho e o inverno está apenas começando!




















sexta-feira, 10 de junho de 2011

Próxima Parada

Eu me pensei capaz de ver através dos seus olhos e perceber um além de me olhar.
Pensei perceber um anseio tímido. Uma vontade voraz.
Mas que, se bem percebido, foi fugaz.
O que quer de mim rapaz, ainda com olhares pertinaz?
Cobiça veraz?

Entregue-se com avidez
Convença-me com solidez
Deixe de lado toda esta timidez
Contemple minha nudez
Experimente-me de vez

Não é isso que seus olhos me diz?
Se não for, devo eu ser uma aprendiz.

Talvez deva estar mesmo enganada, pois já o vejo dando sinal para a próxima parada.












terça-feira, 7 de junho de 2011

Desobedientes

Tento prestar atenção no que me diz, mas meus olhos desobedientes me fazem olhar para sua boca e perder o foco. Não presto atenção as palavras que suavemente discursa, mas aos movimentos que com ela faz.
E viajo...
Imagino seus lábios pelo meu corpo e passeio sobre traços fônicos da sonoridade. Oxítonas, vogais, consoantes. Nos imagino como amantes, mas dou por mim e tento lembrar do que me disse antes.
Tento prestar atenção no me que diz, mas meus olhos desobedientes me fazem olhar para os seus e novamente perco o foco. Imagino coisas e quase me sufoco quando em meus pensamentos viajo e nele, em seu corpo, toco.
Tento prestar atenção no que me diz, mas meus olhos desobedientes procura por sua mão. Vai além a minha imaginação.
Sem repreensão, imagino minhas mãos ocupando das suas o vão. Conexão.
Eu tento prestar atenção, mas meus olhos desobedientes se fecham, já virou escravidão. 
Sinto seu cheiro doce, derradeiro. Entrego ao cavalheiro forasteiro, desejo verdadeiro. Passageiro, mas desta noite companheiro.
Prestar atenção no que me diz já não mais tento. Suas palavras deixo ao relento, as lembrarei em fragmentos. Agora só me importo com tais pensamentos e por Deus, que seja lento!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Submissão

E vem na noite calada, 
Quase madrugada, no meu ouvido o som da sua risada! 
Eita menina levada, 
Quero do teu corpo fazer a minha morada, 
Mas eu te provoco e você não me diz nada! 
Aquela noite passou,
Você mal me olhou, 
Que sá escutou sobre o meu desejo que por você suplicou.
Me diz, o porquê outras bocas beijou 
E a minha, doce, você rejeitou?
Penso em você e uso minha mão, 

No meu quarto, nessa escuridão. 
Numa espécie de conexão,
E viro uma submissão,
Do meu tesão.
É o que me resta pra essa desilusão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sem Carro ou Bicicleta

Corri  sem Carro ou Bicicleta um bom tempo por aquele reta que me levaria à você.
Levei até uma maleta, antes de sair ele até me fez careta, eu disse apenas :  "não se meta, dessa vez não vou sofrê".

Corri sem Carro ou Bicicleta um bom tempo por aquela reta.  
Cabelo ao vento, no meio da floresta.
Na minha maleta pousou uma borboleta, como que alguma coisa querendo me dizer.
Aos poucos pude entender.
Sua asas cor de violeta se moviam, como me fazendo um pedido. "Veja bem o que você vai fazer".
 Mas de nada adiantou ela falar no meu ouvido:
"O Amor é termido, é ardido. Olha onde vai se meter".
 E voando foi embora me dizendo:
 "Já não posso mais deter". 
Sem Carro ou Bicicleta corri um bom tempo por aquela reta até o amanhecer.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"fácil"apagar

Quis pintar o meu coração pra você no muro.
O meu sentimento mais puro, o amor que pra você juro.

Mas chegou a polícia e no meu muro começou a fazer perícia.

- Hey, menina. O que faz aí? Perguntou o Policial irritado

- Uma declaração de amor pro menino da casa ao lado. Respondi

- E aqui é lá lugar de declaração. Insistiu

- Apenas usei minha imaginação.

- Mas você sabe que isso é proibido! Disse o policial

- Usar a imaginação? Perguntei

- Não!!! Respondeu

- Amar? Insisti

- PICHAR! Gritou

- Ah, pensei que fosse o contrário! Desabafei

- O contrário? Perguntou sem entender

- Isso. Afinal, este mundo é tão solitário.

- Mas precisa pichar? Perguntou o policial indignado

- Apenas uma forma de frisar. Conclui

- Mas este amor é correspondido? Perguntou curioso

Apenas abaixei minha cabeça triste.

- O que foi ? Perguntou o policial sem entender.

- Ele se foi! Respondi - Por isso resolvi pichar. Acreditando que a dor se trasformaria em tinta e pintada no muro seria mais fácil apagar.

- Pode continuar. Finalizou o policial sem exitar.

Quer?

I

Nunca brinque com a minha vaidade.
A não ser que seja sempre verdade.

Não falemos de desejos.
Ou mostrarei o que almejo.

Que é ter você aqui pertinho,
Me enchendo de carinho,
Me fazendo te amar.


Seu corpo,
Que deixa o meu torto,
É como se fosse um porto ,
Que me aconchega sem pensar.

Sinto cheiro dessa dança,
E me sinto como uma criança de pernas pro ar.
Começo a girar colocando os braços para cima,
Quando sei que estou no seu pensar.

Impossível controlar,
O querer do seu beijar.
Por isso não peço à Deus me perdoar,
Pois se não viemos, EU vim nesta vida para amar.

II

Quando a minha boca encostou na sua e eu senti o seu gosto,
Meu corpo ficou louco ao seu desejar.
Quando você beijou a minha nuca me imaginei nua,
Toda sua,
À você dançar.

Me pega de jeito.
Me ensina do seu jeito.
Que pelo meu jeito você vai se apaixonar.

Não faça do jeito que eu gosto.
Se não de prazer por você eu gozo,
E não só mais no pensar.

Porque sou uma mulher por inteiro.
Me entrego de corpo e alma pro que desejo.

Escrevo com tesão.
Me entrego para toda e qualquer emoção.
Deixo aberto o meu coração.

Ainda sou uma menina.
Faço rima.
Mas também sou uma mulher.
E te pergunto:
Vc me quer?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

o Sol não saiu

Hoje o Sol não saiu. Chamei seu nome, mas acho que você não me ouviu. Me peguei te procurando, mas você sumiu. Então fechei meus olhos e tudo ficou escuro, como de costume ficam os dias sem você. Tentei te encontrar através das minhas lembranças e nelas você me viu porque delas você nunca partiu. O dia estava claro e ultimamente isso era raro. Nuvens brancas fofas nun céu azul celeste o sol raiando e o meu único medo era que você fosse um cafajeste. Mas me abriu a porta do carro, estendeu sua mão para que eu pudesse me apoiar e me levou por este dia bonito, pra passear. Era tudo novidade, você mal sabia a minha idade e conversávamos apenas sobre nossas verdades. Seu olhar me evitava, por toda sua timidez, sua simplicidade, tudo raridade, eu admirava. Tentei te deixar mais calmo e quando vi, de mim já estava a um palmo. Se soltou até demais. Me pedia porque me pedia que queria ainda mais. Brincava que não me deixava mais em paz, então eu pedi: Vá com calma, Rapaz! Você me olhou de lado, me deu um sorriso meio safado como que dizendo “fique aqui ao meu lado”. Me pediu um abraço, nem que fosse disfarçado. Mas eu resisti. O tempo fechou e a chuva começou a cair, voraz como tardes de verão, mas nem assim você quis partir, mas eu também não deixava você ir. Sentamos no molhado, mas chuva passou rápido, do contrario, certeza que ficaríamos lá ensopados. A gente ria, sorria, a gente se olhava, gostava do que via. Aos poucos a gente se entregava. Mais sobre a gente conversava, mas à tarde aos poucos acabava. Começou a esfriar e com medo de ainda mais me encantar outro abraço recusei, algumas conversas cortei, mas por todo aquele momento, por tudo que você era, de certa forma me apaixonei. Já era hora de irmos embora. Você teve que partir e não cansávamos de nos despedir. Você se foi e eu pedi à Deus por momentos como este se repetir. Abri meus olhos e vi que ainda estava escuro. E lembrei que hoje o Sol não saiu. Chamei seu nome novamente, mas novamente você não me ouviu. Te procurei mais uma vez, mas me dei conta que você realmente sumiu.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sonho que me fez sonhar


Mesmo que não dormisse, havia o medo de descobrir que tudo foi um sonho.

Um sonho?

Para quem sempre teve pesadelos?

Então, sendo um sonho, sonhando, deixou o medo partir. Partiu calmo, como se nem fosse mais o medo.

Dando espaço, o que ficou foi a paz de espírito por saber que, sim, era um sonho (...)

Um sonho mais que real.

REAl, mas que não deixou de ser um sonho.

E na realidade do sonho, naquele dia ele a fez prometer que à Deus uma oração ela iria fazer. Ajoelhou no chão, uniu suas mãos e orou com devoção. Promessa cumprida. Fim de uma noite, para ela, bem dormida.

Bons sonhos teve, dormiu sem nenhuma agonia, em sua cama não ficava mais perdida.

O Dia amanheceu, e que havia tido um sonho dormindo e um sonho vivido, percebeu.

Ficou sem entender mas sentiu-se renascer.

CONFIANÇA!

Depois da tempestade vem a bonança. E aí a gente fica feito criança a brincar no mar. Da brisa se refrescar, sentindo o coração se acalmar! Lá fora o Sol já saiu e tem gente que ainda nem viu, porque só olha pro chão. Tremendo vacilão. Mas a vida se encarrega de dar um empurrão. Levante esta cabeça, e na sua frente, para quem quer que apareça dê um sorriso contente. Deixe a felicidade aparente, e para isto, sem ser prudente. A vida é assim. Depois da tempestade vem a bonaça. E para ter um BOM DIA : CONFIANÇA!

Isso que quer?

E eu fico assim a pensar se você pensa em mim.

Vem e me diz:

"Neste amor sinto-me um aprendiz."

Diga ser o meu homem e eu sua mulher. Isso que quer?

Nem que seja apenas no seu pensamento, so não me deixe ao relento, como agora no vazio deste momento!

Mas sem isso, continuo assim:

A pensar se você pensa em mim.

Alusão

Olhando pela janela, vendo tudo que não queria ver. Queria ver esta paisagem se transformando em tudo de você. Da luz do Sol, o acalanto do seu corpo. Dos passáros que cantam, aquelas músicas que no meu ouvido você canta e me encanta. Dos orvalhos, o brilho dos seus olhos que me olham me devorando. Da brisa fria de outono, o frio que sinto com seu abandono. Das pessoas aparentemente cansadas, a saudade que sinto e que me faz perder o sono. Do olhar perdido de alguém na sacada, talvez também pensando na pessoa amada, a minha procura por você numa toada.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

d'ELA


O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Para entrar em sua casa, invadir seu espaço, dominar o seu ser?

Dormir e acordar ao seu lado, em sua cama, ou apenas observá-la dormir?

O que eu preciso fazer, para tê-la como minha. Minha menina, minha rainha?

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Se eu não vejo mais tanta graça nas pessoas, antes tão graciosas pra mim. Se, agora, depois de ter convivido com a doce presença dela, a minha própria companhia se tornara tão amarga e insuportável.

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Para ter os olhares dela sempre fixo aos meus! Olhos grandes, expressivos, que brilham e se inundam em lágrimas com tanta facilidade.

Para ter aquele sorriso, que sorriria só para mim. De boca bonita, lábios aparentemente macio. Tão macio quanto ou até mais do que imagino. Do que intimamente sonho, calado. Dentes brancos, retos como um corte seco de uma faca.

E seus suspiros? Ah, Saberia eu, ser o único motivo.

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Pra mostrar o quanto eu me importo com todos os seus devaneios sem importância.

Mostrar o quanto acho bonita aquela carinha de sonada e criança.

O quanto conquistar o coração dela é a minha esperança.

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

E poder ligar pra ela pra saber como está. Sem tanto medo de incomodar.

Para abrir a porta de casa e recebê-la com um beijo, afagá-la no meu peito, e nunca mais querer largar.

Sentar no sofá juntinhos, roçar os pés devagarzinho e no meio de um filminho fazê-la adormecer com os meus carinhos.

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Podermos estar juntos o tempo todo, abraçar sem pedir licença, no meio do povo.

Declar-me abertamente, assumidamente, apaixonadamentente.

Como quero amar!!!

Amar á ela, com toda a sua singularidade, manias, defeitos e qualidades.

Aquele jeito voraz, que só o dela me satisfaz.

Aquela malícia repentina, jeito de mulher e menina que tanto me fascina.

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Chamá-la por apelidinhos, enciumar os vizinhos, dar folga ao cupido anjinho.

Sem falar no corpo dela. Aliás, sobre o corpo dela nem se tem o que falar. Dispensa descrição! Mas, aqui pra nós, um tesão.

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

O coração e a sua atenção, para observar em mim tudo isso que há muito já observei nela.

Agora, diz pra mim:

O que eu preciso fazer pra conquistar o coração dela?

Conquistar TODA ela, sem nenhuma cautela?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Gritando o seu nome ( A Flor)


Acordei de madrugada gritando seu nome.
Perguntei o porquê você não me responde,
Dei por mim e descobri que vc não existe.
Ou será que de mim se esconde.
Acordei assustado de um sonho bom
Porque o sonho era só sonho mesmo
E meu choro era único som.
Naquele quarto vazio
Pude até sentir calafrio
O meu riso sumiu
Porque ela, com o meu sonho partiu
Ainda tentei te achar do outro lado da cama
Fechei meus olhos e com minhas mãos procurei em flama,
A Dama que no meu sonho pediu: "Me ama"
Acordei de madrugada gritando seu nome.
Mas me dei conta que não sei nem seu sobrenome
Diz pra mim: o porquê de você tenho fome?
E o porquê quando acordo de mim você some?
Acordei de madrugada gritando seu nome.
Depois me calei
Novamente me deitei
Recolhi-me de pijama
E dormindo com você, pensei.
Sonhei que te encontrava,
Você me olhava enquanto uma de suas mãos eu segurava,
Na outra você carregava uma rosa, toda dengosa
E eu não queria te soltar,
Tinha medo de você ir embora,
Medo de pelo mundo afora, nunca mais te encontrar.
Medo de dormir sozinho, sem ter nos meus sonhos teus carinhos,
E de madrugada pelo seu nome chamar.
Se um dia fores embora,
Ao menos me deixe sua rosa,
Que prometeu um dia me dar.
Uma noite dormindo senti seu perfume de flor.
Pensei : "É o meu amor"
Mas era só uma rosa, (A Rosa)
Acomodada como se tivesse dormindo
Então veio o temor:
"Agora ela some"
Acordei de madrugada gritando seu nome.

Saia já deste retrato

Lago, saia já deste retrato
E transforme tudo a minha volta, em você.
Dia, escureça e amanheça
Para tudo loucamente,
Novamente,
Eu poder ter.
Lago, saia já deste retrato
E me leve para o lado
Daquela que um dia,
Ao seu lado,
Eu pude ter.
Lago, saia já deste retrato
Seja novamente o cúmplice
Para outro retrato,
Eu poder fazer.



Devaneio de uma noite qualquer


A Noite chegou,


A Chuva caiu.


O ânimo se foi,


O sono nem viu.


Madrugada chegando,


Tem gente sonhando.


O Dia nascendo,


Alguém acordando.


A Cama ainda querendo,


Embora com o Sol brilhando.


Tarde boreando,


Os Pássaros migrando.


Mais uma Noite chegando.


(...) e eu ainda escrevendo.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Décimo terceiro Girassol numa Jarra


17 de março de 1901, foi o dia da exposição do quadro Doze girassóis numa jarra de Vincent van Gogh em Paris. Considerada uma das melhores e mais famosas obras do pintor. Doze Girassóis numa Jarra foi considerado o culminar de todo este efeito do sentido da cor e da luz que Van Gogh "descobriu" após a sua chegada ao sul da França. E é neste período que a sua obra sofre a chamada "explosão da cor".
17 de março de 1979, nasce o que venho a chamar de o Décimo terceiro Girassol numa Jarra.
O girassol cheio de Sol que veio ao mundo exibir sua luz quente, acalantadora.
Exibir sua cor encantadora.
Um Girassol amarelo cor de Ouro, que a felicidade é por si só o seu verdadeiro Tesouro.
Um Girassol desabrochado, representado pelo meu eterno príncipe encantado.
Um Girassol com ar de menino, ensinamento divino. Que se mantém sempre criança que da vida nunca se cansa.
Um Girassol feliz, um eterno aprendiz, disso é feita a sua Raiz.
Um Girassol complacente, humano descente.
Um Girassol veemente, consequentemente inteligente.
O Décimo terceito Girassol numa Jarra vive com garra.
Às vezes cheio de marra, o Girassol da Farra.
Girassol que chama atenção em todo o Jardim, mas o Girassol brilha seu Sol quase todinho pra mim.
Décimo terceiro Girassol numa Jarra.
Se prepara.
Começa um novo ano com suas quatro estações:
Girassol terá inverno, quando todo o Jardim lhe parecer o inferno.
Girassol terá verão e muito botão no coração.
Girassol chama atenção. E no outono existe formiga, às vezes chamada "amiga"
Mas uma primavera irá se iniciar,
E eu estarei ao seu lado. Te cuidando, te regando, te zelando para você florear.
Décimo terceiro Girassol numa Jarra,
Desejo Brisa, Sol, Chuva, Borboletas e Orvalhos.
Todo o necessário, mas que não dispensa tais comentários.
Décimo terceiro Girassol, brilhe seu Sol por todo este novo ano.
Brilhe sempre no jardim de todos, e no meu que tanto te amo.

terça-feira, 15 de março de 2011

De um lado para o outro


Roço o meu pé sobre o outro,

Viro de uma lado para o outro,

Quase durmo por pouco.

A hora no rádio relógio só muda,

O quarto vira clausura,

A insônia tortura.

Queria mais da cultura,

Poder ser do Auguste Rodin a escultura,

De Pablo Picasso a pintura.

Sobre uma tinta à óleo descansar,

Sua atenção roubar,

Por meu sono velar,

A noite ao meu lado passar,

Me guiar.

Faça-me carinho,

E ao meu ladinho,

Conte-me sobre Luas,

Cante-me sobre as Estrelas,

Estória de príncipe e princesa,

De um povo e sua alteza.

Mas tenha paciência comigo,

Meu fiel amigo,

Cada noite é uma tristeza.

Ainda roço o meu pé sobre o outro,

Ainda giro meu corpo de um lado para o outro,

E por mais alguns minutos isso lhe deixaria afoito.

Mas não é em vão o seu esforço,

Meus olhos se fecham aos poucos,

E o sono logo vem.

Então você beija o meu rosto,

E me diz: Durma bem, meu bem!

segunda-feira, 14 de março de 2011

ADIANTE

Olhos se fechando
Nariz roçando
A boca procurando
Mãos descobrindo
O corpo querendo.

Lábios que passeiam
Língua que experimenta, tímida, o gosto do meu corpo.
O cheiro que instiga
A pele que sente o hálito quente.
Respiração acelerada que se pudesse diria:
"hoje você é minha, você é minha"
Coração dispara.
Libido sentindo
Desejo aumentando.

Olhos que se abrem, se fitam e dizem por si só.
Bocas que se encontram
Mãos que dominam
Corpo que possui
Lábios que chegam ao seu destino
E a língua, já não mais tímida, cobiça minha boca
E passeia,sobre a minha língua, ávida e curiosa,
Com ardor
Querendo se impor.

Seu gosto é viciante
Mas tão inconstante
Por isso incessante
(...) Doce amante:
- ADIANTE.




















terça-feira, 8 de março de 2011

ABSURDO




Eu quero mais dessa brincadeira
Desse gracejo
Dessa zombaria
Quero em sobejo
Quero mais dessa folia
É um desejo.

Paz
Eu quero paz

Quero mais um alvorecer
E quero mais da sua brisa fria
Passáros arrevoados
Quero mais contemplação
Lábios arregoados,
Aperceber.
Mania.

Quero mais do silêncio que deduz
Quero mais daquela luz
Quero mais beira
Quero mais perplexo
Desejando mais que reflexo.


Quero mais da natureza em sintonia
Quero mais peixe a pinchar
Borboletas sobre a cabeça voar
Quero mais empatia.


Mais e mais olhares
Quero a calmaria daquele lar
Quero horas milhares
Quero mãos a passear
Desejo a divagar.
Quero mais sobre descobrir
Quero mais sobre querer me encontrar

Quero mais sobre o desvendar
Um lago a ressoar
O medo de "amar".
Debicar.

Quero mais da alma aportar
Dois corpos o mesmo espaço ocupar
SENTIR

Sem ser altruísta
Poder ser "artista"
Quero mais ser constante,
Apaixonante.

Mais que um símbolo
Sem conflito
Quero mais infinito
Mais um momento
E um mundo afora frívolo.

Quero mais do abraço
Mais do orvalho,
... Mas que se partiu
Na folha difundiu
Como um caminho que seguiu.

Despediu
Despediu
Despediu












sexta-feira, 4 de março de 2011

Desejar você


Meu corpo está quente,
Esta suado
E você ausente.
Estou cheia de desejo,
E fico a imaginar como serão os seus beijos.
A esperar por um ensejo,
A te querer num lampejo.

Fecho meus olhos e te imagino,
E de fantasias me alucino.

Desejaria que fosse até um mandamento,
Ter-te aqui neste momento.
Mas só me resta o sofrimento,
De te ter só em pensamento.

Como se fosse o seu porto,
Minhas mãos passeiam pelo meu próprio corpo,

Ele te deixaria torto,
Torto de paixão.
Louco de tesão.
Fecho meus olhos e gemendo imploro:
- Me dê prazer, me dê prazer.
É só o que me resta a fazer.

Então eu me toco,
Sem perder o foco.
Eu mesma me provoco

(...) Meus dedos ficam enrrugados
Porquê meu corpo já esta inteirinho molhado
Molhado por desejar você.



SÓ sentir


Eu só quero sentir

Viver,

Amar,

Sorrir.


Quero prazer,

Quero carne,

Quero sexo

Sem nexo

Sem finalidade.

A não ser apenas sentir.

Sentir sem omitir,

Sem exigir,

Sem pungir.

Quero te atrair,

Me despir,


Sentir,

Me sentir,

Te sentir

E SENTIR!


Sem nenhum vitupério.

Depois partir.

Sem nenhum mistério.

Sem adultério.


Quero do prazer o critério.

Do meu fogo o privilégio.

Do nosso sexo o sacrilégio.


E nada ser sério.

Eu só quero sentir.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Eu quero o Carnaval!!!

Eu quero o carnaval!!!
Dançar em tempo integral
Ser feliz com ou sem nenhum aval


Sorrir um sorriso real!


Vamos praquela pracinha
Inventar nossa própria marchinha
Balançar feito um roseiral



Eu quero o canaval!!!!
Poder ser natural
Sem se importar com o que é ou não imoral
Invadir como um vendaval
Fazer feliz as mulheres que se penduram nas janelas pelo beiral
As mesmas que fofocam pra fazer a social.



Quero o carnaval!!!
E dar aos velhos um pouco do nosso ar jovial
Seremos notícia de jornal
Saiu no Edital:

CARNAVAL É IMORTAL O BLOCO CUNHAL FAZ FOLIA, AFINAL!

Vamos fazer festa,
Isso é tudo que nos resta,
Vale até fazer seresta
Terá " folião" inibido nos espiando pela fresta

Vai ter crianças nos seguindo
Gente indo e vindo
Ninguém se excluindo
Sorrisos atraindo
Acordando quem ainda estará domindo
E pelo caminho suas fantasias vestindo.

Vamos pular
A avenida parar
Com nosso som a tremular
O Nosso bloco popular.

Eu quero o Carnaval!!!
Sem ser casual
E quero com todo seu plural.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sono, não sente sono também?


Vem sono, vem!

Me embale nesta noite como se eu fosse um neném.

Estou cansada, tão cansada. Por favor, não me desdém.

Mais uma vez tarde da noite e você nesse vaivém.

Vem sono, vem!

Não me faças ficar aquém,

Aqui sem ninguém.

Não sente sono também?

Vem sono, vem!

Isto é uma prece.

Amém!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diálogo de uma Conversa de Rimas


PUTA QUE PARIU O DESEMPREGO SUBIU!
BANDO DE ORDINARIO O SENADO AUMENTA SEU PRÓPRIO SALÁRIO!
PRA QUÊ TANTO ALARDE? SÓ INUNDOU ( MAIS) UMA CIDADE!
CHAMEM OS BOMBEIROS!! ENTUPIU MAIS UM BOEIRO!
BANDO DE OTÁRIO BALEARAM MAIS UM UNIVERSITÁRIO!
... DA FGV, VOCÊ VIU NA TV?
ALGUÉM VIU? O SENADO APROVA UM SALÁRIO MÍNIMO QUE QUASE NEM SUBIU!
QUANTO BANDIDO, SUBIU A TAXA DE HOMICÍDIO!
TOMAR UMA GELEDA? COMO? SE AUMENTARAM O PREÇO DA CEVADA!
CADÊ O SANTOS? MEU TIMÃO OS FEZ CHORAR EM PRANTOS! ( UM POUCO DE HUMOR)
QUE BARATO, ME FIZ RIR ALTO!!!!
BORA PRO BAR ENTÃO, MAS NÃO DE BUSÃO ... PQ HAJA INFLAÇÃO!
TOMAR PORRADA? AINDA NÃO TENHO A CARA LAVADA! AMO MINHA VIDA E SOU AMADA!
MAS TAMBÉM NÃO QUERO SILÊNCIAR, A SOLUÇÃO NUNCA FOI SE CALAR!
ABUSO DE AUTORIDADE!! FALTA PRA MUITOS LEALDADE!
ESSA "LEI"EU NUNCA VI! A CONSTITUIÇÃO NÃO SE APLICA NEM AQUI NEM ALI!
DESCOBRI QUE JÁ O CONHEÇO! ENTÃO SEJAMOS LOGO AMIGOS, PQ AMIZADE NÃO TEM PREÇO!
então fica aqui um resumo:
Apesar de tudo que nos resta,
Da vida não ser assim só uma festa,
De existir muita coisa indigesta;
Tem coisa que ainda presta!!!
Que faz a vida valer a pena e superer todas essas arestas!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A crença que "nós" nos pertença




Essa ausência ...


Quase me faz perder a essência


Quando fica esse silêncio


Quando fica essa carência.


Palavras inspiradas na presença


Quase perdem a fluência


Dessa inexisntência.


Quero escrever sem pedir licença


Minha palavra é minha crença


Não suportaria tal indiferença


Nossa poesia é nossa avença


Nossa mais doce sentença


Nos conhecer foi renascença


E que pra toda vida "nós " nos pertença.

A Pensar ...


E eu fico assim,

a pensar se você pensa em mim.

Me perco no seu passo,

me descompasso,

coração em colapso

por um amor relapso.

Será um fracasso?

O beijo escasso, por fim ...

Tenha dó de mim!

Não me deixe assim,

a pensar que talvez o meu gosto seja ruim.

... Sonada


Minha cabeça gira.

Revira.

Penso em mil coisas, mas não concluo nenhuma idéia.

Me sinto como um Boêmio de porre recem acordado,

mal dormido,

mal amado,

mal amante.

Minha cabeça lateja forte como uma batida de Blues e reverbera

... Blues, Blues Blues ...

Não sinto meu corpo.

Nem tão pouco minha presença.

Acordei amarga pro mundo,infiel pra mim mesma.

Meio louca.

Meio rouca.

Meio sensurada.

Meio ....(completamente) cansada

E ainda sonada ...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ponto "Final"


E sem Adeus,
sem Tchau:

Deu-se O ponto final.

Sem despedida,

dou-me por vencida.

Ainda perdida

atravesso a avenida

com meu ar de querida

ao encontro do que fui prometida.


Já não temos outra saída

prum "amor" de carnaval.


Sem despedida

Eis nosso ponto de partida.

Mas é engraçada essa vida

que nos obriga a vivê-la comedida

depois de sentir o gosto de vivê-la sem medida.


Nosso ponto final.


Talvez o ideal

Afinal,

não somos um casal

e o coração não é de metal

Não brinquemos com a moral.

Não sejamos desleal.

Embora não seja banal.

Sabemos o quão foi real.

Somos predestinados ao carnal

E sobre isso não se tem um manual.

E o desejo é vital.

Portanto,

Não se tem funeral

pro que é imortal.

Chegamos ao nosso final.

Este é o nosso terminal,

e como uma música triste

sem um acorde final.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rotina


A noite chegou,

a chuva caiu.

O animo se foi,

o sono nem viu.

Madrugada chegando,

tem gente sonhando.

O dia nascendo,

alguém acordando.

A cama ainda querendo

embora com o sol brilhando.

A tarde boreando os passaros migrando.

Mais uma noite chegando

e eu ainda escrevendo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Menina da Rima


Se tenho uma sina,
desde menina,
é brincar de fazer rima.

Já virou mania.
Rima, agora, é minha captania,
e esta idéia me anima,
e melhora minha estima.

Então deixarei de teimosia,
tal talento é de muita valia.

Se quer ter uma noção,
Essas palavras vem do coração!
E na minha concepção,
sem nenhuma alusão,
é minha eterna comunhão.
E faz de mim o melhor da minha ascensão,
sendo por si mesmo, o meu próprio galardão.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"tal amar"


Às vezes me pergunto:

Será que ainda amamos, ou amamos a ilusão de amar?

E fico a pensar:

O que é esse " tal amar" ?!

Te amo do meu Jeito?
Amo seus defeitos?
Amo com respeito?
nenhum preceito?
Nosso amor é um proveito?
Nos causa um bom efeito?
Amo com tudo que é de direito?

SÓ isso é um amor perfeito!!

E se for de outro jeito,
É um amor com defeito
E então eu já não sei direitoo que é esse " tal amar".

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Devaneio da Balairina

Queria ser a bailarina
que seu sonho alucina.

Queria dançar pra você
Ou te acompanhar num Padedê.

Ficar na ponta do Pé
Ao som do seu Ré.

Fazer um "Demi-plié"
Só para você.

Faça uma canção
que eu acompanho seu violão
E te encho de paixão
tornando meu o seu coração.

Colocarei minha sapatilha
e com ela indicarei sua trilha.

Deixa eu ser sua Bailarina
Sua menina
Ao abrir a cortina
Sei que vai me olhar de cima
e dizer que sou sua sina.

Dê-me corda
e dançarei toda fogosa
E de prazer por mim você goza
e me inspira pra esta prosa.