segunda-feira, 6 de abril de 2009

"O Branco de Escritor"

Um dia, na tentativa inútil de escrever algo, quando revoltada por não sair da quarta linha, (alias, antes fossem quatro. Eu não consegui sair da terceira linha e meia) Desabafei, indignada, com um amigo. Justo eu, que excedia sempre a regra das aproximadamente 15/20 linhas das redaçãos. Ele me disse que isso se chama “ Branco de Escritor”
Faz uma semana que convivo com isso. Então, nada mais justo que...

O Branco de Escritor

Dá um Branco!
E fica literalmente deixado em branco o papel, o programa de texto, a agenda o papel de rascunho ou o bloquinho de anotações. Acontece isso ou, as poucas palavras indecisas são
rabiscadas e apagadas. São desistidas.
É a inspiração impossível de ser descrita, mas quando tenta descrever... Dá um branco.
As idéias se misturam.
Passam a existir inúmeros começos, mas nenhum meio e sem nenhum final.
A sensação de impotência cria um potencial. Pq pode-se se ver escapar entre os dedos uma das poucas coisas que aprendemos a fazer, escrever.
É como a mão pesada de sal no prato do famoso cozinheiro. Ou como uma corda desafinada no instrumento do violeiro.É como num sono pesado, calado que aquieta o arruaceiro.
É como uma criança que se cansa, mas não descansa com seu pequenino travesseiro.

Eu penso e repenso. Escrevo, mas depois apago. Insisto, mas logo desisto.
Amasso o papel branco das brancas idéias que tenho.
Escrevo coisas sem nexo, mas Deus queira que isso não vire um complexo.

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